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Oeste sabe o que quer: POD prioriza sanidade, infraestrutura e energia, afirma Vendruscolo

Integrado pelas principais forças organizadas da região, o Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) vira referência ao Brasil ao desempenhar as funções de um conselho de âmbito regional. Em vez de pensar o crescimento de um município, ele elabora reflexões, ações e estratégias para todo o território, disse o presidente do POD, Danilo Vendruscolo, em reunião na seda Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), no último dia 16.


São mais de 20 ações específicas e três delas consideradas grandes e urgentes para criar as condições certas à impulsão dos indicadores regionais.

 

Com o alinhamento das prioridades e com a harmonização dos discursos e reivindicações entre as mais diversas forças regionais, é possível afirmar que o Oeste do Paraná sabe muito bem o que quer e onde quer chegar, disse Vendruscolo. O POD foi criado há menos de três anos e se transforma em um projeto em constante debate e construção. “A lógica é básica: aproximar atores do território para debates, diálogos e reflexos sobre o que é, os potenciais e onde, de forma articulada, a região quer ir”. O programa tem parceria com mais de 60 entidades, mas o objetivo é somar mais de 200.


Ao assumir a presidência do POD em lugar de Mario César Costenaro, que é de Toledo, Danilo Vendruscolo afirma poder gradualmente compreender ainda mais as nuances do Oeste do Paraná. “Passei a entender melhor a dinâmica do território e o imprescindível papel, por exemplo, das cooperativas, já que o agronegócio responde por cerca de 90% do PIB regional – é de cerca de R$ 45 bilhões”. Um dos próximos passos estruturais do Programa é criar o seu CNJP para que assim possa, com base na elaboração de bons projetos, conseguir recursos das mais diversas fontes e principalmente a fundo perdido.


Ações estratégicas
Entre as mais de 20 ações consideradas importantes pelos integrantes do POD, três delas foram apontadas como prioridades em recente fórum desenvolvido em Medianeira. São a sanidade animal, infraestrutura (obras como o Aeroporto Regional e um novo traçado para a Ferroeste) e novas energias. Para reforçar a importância desse movimento considerado transformador, o presidente citou uma frase do fundador da Embraer, Ozíres Silva, que fez duas palestras recentemente em Cascavel: “É a iniciativa privada que tem o papel de fazer acontecer as grandes mudanças que o setor que gera empregos e desenvolvimento almeja”.


Em conversa com o secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, e com o ministro Blairo Maggi, líderes do Paraná conseguiram reduzir, para o Estado, o cronograma de ações para a obtenção do status de livre de aftosa sem vacinação. O único que tem o reconhecimento é Santa Catarina que, sozinho, responde por 40% das exportações brasileiras de carne suína - foram cinco vezes maiores que as do Paraná em 2017. “Além de mercado mais amplo, o preço pago é melhor”, disse Vendruscolo. “A previsão inicial era de que alcançaríamos o status em 2013, mas agora podemos obtê-lo já em 2019”. Sobre infraestrutura, ele falou do pedágio, com a posição do Oeste pela não renovação dos atuais contratos, e de outras obras estruturantes.

 

Há consenso sobre a necessidade do Aeroporto Regional do Oeste, sobre um novo traçado à Ferroeste, abrangendo áreas do Mato Grosso do Sul, Paraná e litoral do Estado e quanto a investimentos em energias renováveis. Danilo Vendruscolo lembrou que participou, em fevereiro, do 30º Show Rural Coopavel, que inaugurou uma das maiores plantas fotovoltaicas paranaenses. “Todavia, somos um dos quatro entes da Federação que ainda tributam a geração de energias alternativas. Estamos trabalhando, com base em argumentos, a isenção junto ao governo estadual”. Mesmo abrigando grandes hidrelétricas, como Itaipu e Salto Caxias, o Oeste tem carência de energia, o que limita investimentos. E isso precisa mudar e rápido, conforme o presidente do POD.
 

Diálogo
O diretor de Comunicação Social da Acic, Carlos Guedes, citou o processo de estruturação do Programa, que no início foi buscar experiências em outras cidades e que, por meio do diálogo franco e respeitoso, criou um conselho regional que hoje virou modelo. “Com o POD, podemos conversar e definir exatamente o que queremos”, reforçou o presidente da associação comercial, Edson José de Vasconcelos. Aproveitando a dica do ex-presidente Marcos Teixeira, de que o Programa não pode ser refém de oportunismos, o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, disse que o Programa se consolida como o grande fórum de debates e soluções do Oeste justamente por representar os interesses de todos os cidadãos.

 

Fonte: Assessoria Acic